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Dudu:o moço de Araraquara
Araraquara, SP - Médio volante, operário da bola, dedicado na marcação, solidário na cobertura dos laterais, sentinela à frente da grande área, facilitador do trabalho do meia-esquerda, lançador de bolas aos atacantes e de vez em quando marcador de gols: Olegário Tolói de Oliveira, o Dudu, foi consagrado pelo locutor Fiori Giglioti como "o moço de Araraquara", cidade onde nasceu em 7 de novembro de 1939. Dudu começou sua carreira nos juvenis da ADA (1955), foi destaque nos campeonatos amadores e logo foi contratado pela Ferroviária.
Treinando com os profissionais se sentiu à vontade e fez uma ótima dupla com Bazani. A Ferroviária encarava os grandes com futebol ofensivo e o meio-campo grená era respeitado. Com o terceiro lugar no Campeonato Paulista de 1959 conquistado pela Ferroviária, Dudu apareceu ao futebol e foi convocado para a seleção paulista.
Dudu no Palmeiras Dudu foi subindo os degraus da fama e despertou o interesse dos grandes clubes. Após as excursões internacionais da Ferroviária (Europa, África e América Central) o volante trocou de clube e de parceiro: Palmeiras e Ademir da Guia. No Verdão, Dudu conquistou títulos, independência financeira, afirmação e realizou o maior sonho de todo atleta profissional: foi convocado para a Seleção Brasileira e vestiu a ‘amarelinha' em 13 jogos.
Títulos Associação Desportiva Araraquara (ADA) - Campeão Amador de 1959.Sociedade Esportiva Palmeiras - Rio-São Paulo, de 1965, Taça do Brasil, de 1967, Paulista, em 1966, 1972 e 1974, Roberto Gomes Pedrosa, em 1969, Brasileiro, de 1972 e 1973 e Tricampeão do "Ramón de Carranza", Espanha
Seu estilo de operário da bola era fundamental para fortalecer o espírito guerreiro do grupo palmeirense. Na partida mais importante do Brasileiro de 1973, Dudu anulou Jairzinho do Botafogo-RJ. Na final do Paulista de 1974, o volante esmeraldino nada permitiu ao meia corintiano Rivelino.
Dudu encerrou sua carreira de atleta em 1975 e, logo em seguida, tornou-se treinador de futebol. Em 1976, conseguiu dar mais um título paulista ao Palmeiras, comandando o time agora no banco. Trabalhou na Ferroviária, livrando o time do rebaixamento em 1980, Desportivo-ES, Ponte Preta, XV de Piracicaba, Juventude-RS e Coritiba, além de uma breve passagem pelo futebol árabe. Simples, humilde, espírita e seguro com o controle financeiro, Dudu sempre aconselhou os mais novos, como o sobrinho Dorival Júnior, que brilhou na mesma posição e nos mesmos clubes: Ferroviária e Palmeiras. "Ser sobrinho de Dudu é uma honra e uma grande responsabilidade por tudo que ele representa como exemplo de atleta profissional e de cidadão preocupado com o próximo". Atualmente, Dudu reside em São Paulo com a família, a esposa Maria Helena e os filhos Gláucia e Marcelo. Aposentado, desenvolve atividades espíritas e ainda cuida de uma cooperativa que presta serviços à Prefeitura formada por ex-atletas profissionais como Marcão, Mengálvio, Dorval e outros.
Por: Tetê Viviani
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