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  Zé Luiz, o meia perfeito

O técnico Diede Lameiro trouxe de São José para a Ferroviária o meia-atacante Zé Luís e o lateral Baiano, naquele inesquecível ano de 1968. Os dois agradaram em cheio a exigente torcida Boca do Lixo, comandada pela Mingão Batateiro e Mingão Funileiro.

Zé Luís revezava na armação e na artilharia com o meia Maritaca. O esquema era simples: tanto Zé Luís como Maritaca faziam a função do meia que  voltava para buscar a bola e armava o ataque. Nesse vai e vem davam o máximo e o adversário ficava exaustado em acompanhá-los, táticas do professor Diede Lameiro.

Grandes partidas realizou o Zé Luís com a número 8 grená, como em 1968, no amistoso contra o Nápoli AC da Itália, na Fonte Luminosa, quando meteu três gols nos italianos na vitória da Ferroviária por 4 a 0.

Locomotiva goleia Santos de Pelé com atuação de gala de Zé Luís
Outro jogo inesquecível do Zé "Capacete" foi na goleada em cima do Santos FC, naquele 7 de março de 1971, na Fonte lotada. Campeonato Paulista - primeiro turno. Ferroviária 4 x 1 Santos FC. O técnico Almeida escalou: Carlos Alberto Alimári; Baiano, Fernando, Tição e Zé Carlos; Muri (Bazani), Zé Luís e Ademir; Tonho, Lance e Nei. O Santos FC perdeu com: Cejas; Orlando, Paulo, Oberdan e Rildo; Clodoaldo (Lima), Léo e Ferreti, Rogério, Pelé (Douglas)  e Edu. Gols: Lance, Zé Luís, Bazani e Nei. Douglas marcou para o Santos.

Apelido
O apelido Capacete é uma referência ao cabelo baixo, e, como Zé Luís usava sempre o mesmo corte, ligaram seu visual a uma pessoa com a proteção usada pelos motoqueiros naqueles memoráveis  anos 60.

Zé Luís, meia-direita de Ferroviária, Corinthians, São José, Mixto de Cuiabá (MT) e Comercial de Ribeirão Preto, mora hoje (2007) em São José dos Campos (SP).

Na Ferroviária, ele teve maravilhosa passagem, mas demorou demais para sair de lá. A Ferroviária rejeitou propostas dos grandes do Rio e São Paulo e até do exterior.

Em 2007, Zé Luís esteve em Araraquara prestigiando a Festa da Sala Reminiscências Esportivas de Paschoal Gonçalves da Rocha e pôde sentir o carinho dos ex-diretores da Ferroviária, craques do passado e torcedores. Tirou fotos com amigos e deu muitas explicações sobre seu futebol. etê V

Por Tetê Viviani

 



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