A Ferroviária de Araraquara tem talvez a mascote que mais honre as tradições de suas origens. Criada pelos funcionários da Estrada de Ferro Araraquarense em 1950, rapidamente a Locomotiva entrou nos trilhos e projetou-se na elite do futebol paulista com apenas cinco anos de existência. Por dez temporadas figurou nas estações da Primeira Divisão, tendo descarrilado no ano de 1965, mas no ano seguinte a Locomotiva já havia regressado ao seu percurso entre os ‘grandes’.
Não fosse o citado rebaixamento do esquadrão grená, a equipe da Morada do Sol teria permanecido no Campeonato Paulista (hoje Série A1) por 40 anos ininterruptos.
O símbolo da Locomotiva ganhou notoriedade, sobretudo na década de 60, período em que o time excursionou três vezes ao exterior, atropelando os adversários, e o mesmo ocorria no Campeonato Paulista, onde a Ferroviária foi Tricampeã do Interior (1967-68-69).
Na década de 80, a Locomotiva desbravou o país, com as participações na Taça de Prata (1980 e 1981), e na Taça de Ouro (1983), culminando com o reconhecimento do poderio afeano por todo o Brasil.
Mesmo após o fim da Estrada de Ferro Araraquara, em 1967, a alcunha foi mantida, e desde 1997, ano em que o ex-clube dos ferroviários passou a disputar as divisões menores do cenário estadual, o apelido Locomotiva jamais foi esquecido pela torcida grená.
Há 15 anos a Ferroviária luta para voltar à elite do futebol paulista, tendo deixando a extinta Série B1, estando hoje na Série A2. O título da Copa Federação Paulista de Futebol em 2006 e a consequente vaga na Copa do Brasil no ano seguinte, além dos acessos, recolocam a expectativa da cidade, na equipe, que por muitos anos foi chamada de ‘Academia do Interior’, em retornar ao posto de onde nunca deveria ter saído. A Locomotiva está alinhada, percorrendo as estações que levarão o time e torcida de volta aos trilhos da emoção.