Como é de conhecimento de grande parte da torcida da Ferroviária, dez anos após a equipe subir para a elite do futebol paulista em 1965, ocorreu o rebaixamento do onze grená para a segunda divisão diante de uma fraca campanha. Mesmo com a volta de Bazani nas partidas derradeiras (ele estava atuando no Corinthians), a equipe não conseguiu evitar a queda. Todavia, a cidade de Araraquara se uniu ao time, e no ano seguinte, a Ferrinha chegou a final perante o XV de Piracicaba no Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu). No primeiro embate ocorreu um empate por 1 a 1 e posteriormente se deu o confronto final, onde os Ferroviários vencerem por 1 a 0. A Ferroviária estava de volta a 1ª divisão. Na feita, quem estava no comando da diretoria, era o competente presidente, Aldo Comito.
Outro fato sempre lembrado, sobretudo pelos contemporâneos, foi a missa realizada na Igreja Nossa Senhora das Graças, nas imediações da Fonte Luminosa, onde atletas e a comissão técnica estavam presentes, sem contar a inusitada situação em que todo os jogadores rasparam a cabeça, a fim de cumprir a promessa relativa ao acesso.
Para o jogo de comemoração a volta triunfal à divisão de honra do futebol paulista, foi trazido pela diretoria grená a representação do Cruzeiro, que acaba de conquistar a Taça Brasil, justamente sobre a forte equipe do Santos, que detinha o temível Pelé. Mesmo se tratando de uma exibição festiva, a equipe mineira trouxe em sua fileira, força máxima para encarar a Locomotiva. Atletas do naipe de Raul, Piazza, Tostão, Dirceu Lopes, Procópio, entre outros vieram até a Morada do Sol para a partida de confraternização.
O confronto foi muito equilibrado e terminou empatado por 2 a 2, um resultado muito comemorado pelos desportistas araraquarenses, em função da grandeza do adversário. O Fonte Luminosa, do autor Luis Marcelo Inaco Cirino, conta baseado nos depoimentos que o autor colheu, que o time afeano, pressionou o adversário durante todo o jogo, mostrando, porque havia se sagrado campeão da Segunda Divisão. O autor conta que àqueles que seriam os futuros campeões mundiais de 1970, Tostão e Piazza mostraram-se admirados com a qualidade do futebol do time araraquarense.