O Santos FC tinha na linha de frente o trio PPP, Pagão, Pelé e Pepe, que impunha respeito, mas quando encontrava a Ferroviária passava por dificuldades diante o trio BBB, Baiano, Bazani e Boquita, em clássicos memoráveis ocorridos há 50 anos.
Boquita atuou na Ferroviária de 1953 a 1959. Era ágil na ponta esquerda, ganhava do lateral na velocidade e cruzava bem para as cabeçadas certeiras do centroavante Baiano. Segundo o mestre Luís Marcelo Inaco Cirino, Boquita correu com a camisa grená em 169 jogos. Marcou 58 gols e obteve 96 vitórias, 30 empates e 43 derrotas.
Informações colhidas no site do cidadão araraquarense Milton Neves:
Ponta esquerda da Ferroviária, Corinthians e Guarani, Boquita, o Ariosto Martins de Araújo, nasceu em Campinas em 17 de novembro de 1930. Ganhou fama na Ferroviária em meados da década de 1950, quando atuou ao lado de Bazani no time que conquistou o acesso para a primeira divisão do Campeonato Paulista em 1955, ao vencer o Botafogo de Ribeirão Preto por 6 a 3, em 15 de abril de 1956.
Por sinal, neste dia a equipe afeana atuou no Estádio da Fonte Luminosa diante de 20 mil pessoas com Fia, Izan e Ferracioli; Dirceu, Pixo e Elcias; Paulinho, Cardoso, Gomes, Bazani e Boquita. O técnico era Clóvis Van Dick, o Capilé. Os gols do time da casa foram marcados por Bazani (2), Gomes (2), Cardoso e o próprio Boquita. O ex-ponta fixou residência após encerrar a carreira em Campinas, onde veio a falecer.
O Almanaque do Corinthians, de Celso Unzelte, informa que Boquita fez 40 jogos pelo Timão, com 20 vitórias, 13 empates, sete derrotas e 15 gols marcados.
Por Tetê Viviani