Mariani foi contratado pela Ferroviária para uma difícil missão: substituir o lateral-direito Baiano. A gloriosa camisa 2 que Porunga, Isã, Cardarelli, Ismael, Belluomini e Baiano vestiram estava nas mãos de um jovem de 19 anos, servindo o Exército, que chegou do Marília e carregava o apelido de Padeiro.
Nas primeiras atuações Mariani ganhou a torcida pela raça e disposição. De lateral virou coringa jogando de central ou quarto-zagueiro em várias jogos. Uma grande atuação de Mariani foi no empate com o Palmeiras em 1973, no Parque Antártica, em 28 de julho, pelo Campeonato Paulista. Palmeiras de Raul Marcel, Eurico, João Carlos, Alfredo e Zeca; Zé Carlos , Leivinha e Ademir Da Guia; Edu, Mário e Celso. Técnico: Oswaldo Brandão. Ferroviária com Sérgio Bergantin; Batalhão, Fernando, Mariani e Zé Carlos; Muri, Mário Augusto e Ademir; Nicanor, Reinaldo e Wagner. Técnico: José Agnelli. Gols de Wagner e Mário.
Segundo o doutor-professor de cirurgia torácica e mestre em pesquisa, Luís Marcelo Inaco Cirino, Mariani defendeu a Ferroviária em 118 jogos, vencendo 42, empatando 38 e perdendo 38, não marcou nenhum gol.
Benedito Carlos Mariani, o Mariani ou Padeiro, ex-quarto-zagueiro da Ferroviária e do Marília, mora hoje em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, onde é comerciante e pecuarista.
Ele iniciou a carreira na Esportiva Santacruzense e pelas boas apresentações comandando a defesa do time de Santa Cruz do Rio Pardo chamou a atenção dos dirigentes da Ferroviária. Passou de 1970 até 74 no time de Araraquara (SP), onde teve sua melhor fase e depois se transferiu para o Marília, o famoso MAC, onde encerrou a carreira, em 1980.
Nascido no dia 21 de março de 1950, Mariani é casado com Elizabeth e pai dos filhos Carlos André e Ana Paula, e avô de Rafael.